quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Rosa, minha irmã Rosa


Mariana, filha única, tem dez anos quando Rosa nasce. Agora vai partilhar tudo com a irmã: o quarto, o tempo dos pais, o afecto da família — incluindo a Avó Elisa que desconfia do progresso, e a Tia Magda, que tem um dente de ouro, uma fala que mete medo e só gosta de estrelícias e antúrios. Mas pelo menos a recordação da Avó Lídia e a amizade de Rita ela não quer dividir com mais ninguém. Será que Rosa vai continuar a ser «uma intrusa»?
Leia o livro e encontre a resposta. Rosa, minha irmã Rosa, de Alice Vieira, será o alvo do nosso próximo Chá com Livros. Dia 19 de Novembro, pelas 14H30, marcamos encontro na Biblioteca Escolar e seremos cúmplices de Mariana...

2 comentários:

Carla Maria disse...

Um livro repleto de emoções que nos prende e não nos deixa suspender a leitura a meio. É que a escrita de Alice Vieira tem destas e de muitas outras coisas, coisas que nascem na infância, nas famílias e nas emoções de pequenos heróis que se confrontam com inúmeros problemas que, de forma mais ou menos dolorosa, vão enredando o seu crescimento e a sua aprendizagem da vida e, inevitavelmente, dos afectos.
Este é um livro que testemunha plenamente o facto de que, embora destinada preferencialmente aos jovens leitores, esta literatura - a literatura de qualidade como a que Alice Vieira cria – oferece também aos adultos não só o prazer de saborear palavras, mas também de experimentar a inquietação que ela suscita.Uma inquietação baseada no real, no quotidiano, pois os conflitos de Mariana são os conflitos de muitas outras meninas de 9 anos.

ana disse...

De facto, este livro de Alice Vieira enche-nos a alma... Quando o lemos em mais tenra idade, reconhecemo-nos em muitas das atitudes da Mariana; se o (re)lemos em idade adulta, aflora-nos constantemente um sorriso aos lábios ao presentificarmos, pela memória, os tempos em que, tal como a Mariana, vivíamos num mundo muito especial, visto com olhos inocentes e traquinas! É um livro delicioso em todas as idades, ao avivar em cada um de nós a nossa eterna infância...