segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Alta Definição A Verdade do Olhar, de Daniel Oliveira


Adorei ler este livro porque não é maçudo e conta histórias reais da vida. Sem mentiras nem enfeites de palavras, fala-nos dos verdadeiros sentimentos de cada entrevistado.
A entrevista de que mais gostei foi a de Diana Chaves, pela vida que teve sem o pilar fundamental que é a nossa mãe. Conseguiu vencer e chegar onde chegou com o grande apoio do pai e das irmãs. Hoje é uma mulher de sucesso e de valores, sem ambicionar ter o que não precisa: "Nós temos aquilo que temos e temos de viver com isso".
Este livro é uma lição de vida e de aprendizagem.
Bernardo Ferreira, 10.º A

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

D. Pedro, o Rei-Imperador, de Javier Moro


Há uns meses falaram-me de um livro magnífico sobre D.Pedro I. Fui procurá-lo nas livrarias e descobri que apenas existia na versão original em castelhano. Por não saber o idioma, nada mais podia fazer que não esperar a tradução para português. Ao longo de semanas fui consultando a net à procura de novidades e, nada...
Entretanto, há dias, numa das minhas visitas regulares à livraria do bairro, na mesa das novidades, lá estava ele! 
Li-o de um fôlego e só posso dizer-vos que valeu a espera. 
Já tinha lido O Coração do Rei, de Iza Salles e desde então ganhei uma enorme curiosidade sobre a figura paradoxal e excessiva de D. Pedro I do Brasil e D. Pedro IV de Portugal. Líder em dois continentes, viveu uma existência atribulada e explosiva, movida por paixões avassaladoras que o levaram quer ao abismo quer à glória.
É destas figuras imensas e exuberantes que nascem as personagens que mais nos emocionam, nos enriquecem e nos acompanham mesmo depois de fecharmos os livros.
S.N.

Imagine, de Jonah Lehrer


A velha curiosidade de sempre que é o mistério do nosso cérebro levou-me a descobrir Jonah Lehrer. Duplamente licenciado em Literatura Inglesa e Neurociências, com umas passagens por restaurantes fine cuisine, escreve sobre esse órgão-mor das nossas vidas e deita por terra umas quantas ideias-feitas que o senso comum toma por certezas. 
Comecei com Imagine que acaba com o mito de que a criatividade é mero fruto do acaso ou de uma qualquer inspiração divina. 
O autor leva-nos aos estúdios da Pixar, onde as mais brilhantes ideias surgem nos lugares mais improváveis; a laboratórios de tecnologia, onde nascem produtos tão inspiradores como o post it;  ao cérebro de Bob Dylan, de onde surgiram canções que ainda hoje surpreendem ou do designer Milton Glaser, criador dessa marca que todos, em todo o mundo, conhecem mesmo sem saberem inglês: I N Y. 
No fim do livro percebemos que, afinal, qualquer um de nós pode desenvolver a criatividade e que, às vezes, basta um duche quente para desbloquear as ideias mais geniais.
S.N.

terça-feira, 24 de abril de 2012

O Segundo Livro da Ignorância Geral, de John Loyd e John Mitchinson


Trata-se de um livro interessante, com um caráter utilitário, que melhora os nossos conhecimentos e a nossa cultura geral. De facto, não sendo eu muito apreciador de livros de ficção, prefiro este tipo de leitura, mais baseada em factos reais e, preferencialmente, ligados à ciência.
Por outro lado, também gosto da organização do livro. O sistema de perguntas e respostas ajuda na compreensão e na leitura. Como as perguntas estão formuladas de forma a despertar a curiosidade do leitor, é quase irresistível a leitura da pergunta seguinte e, obviamente, da resposta.
Também gostei da linguagem utilizada, que é simples, direta e factual. Isto é, os autores privilegiam os factos, que são transmitidos de forma muito direta, o que nos permite compreender e assimilar a informação. Além disso é totalmente o meu estilo de escrita, cómico e recheado de ironia.
Em síntese, é um livro muito interessante. Depois de o ler fiquei com vontade de conhecer os outros dois, do mesmo género, publicados em Portugal.
João Bentes, 12.º A

Um Natal Que Não Esquecemos, de Jacquelyn Mitchard


Esta história podia ser a de qualquer um: uma doença que chega para abalar e mudar radicalmente a vida de uma família vulgar que se encontra numa época feliz, a época natalícia.
Aconselho a leitura deste livro, pois a autora fez um ótimo trabalho ao mostrar-nos como a vida das pessoas está dependente dos outros e ao revelar-nos as variadas maneiras de lidar com uma notícia de quase sentença de morte.
O mais importante no livro é a maneira como a Laura prepara a família para a sua morte, pois ela interessa-se essencialmente em preparar o marido para o quotidiano.
Esta é uma obra bem conseguida, tem uma história que nos envolve, que tanto nos faz rir como emocionar. Sentimo-nos embalados por toda a história.
Joana Pereira, 12.º A

A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzales


Este livro foi uma surpresa para mim, comecei a lê-lo com o receio de não gostar porque o tema é bastante pesado e poderia logo nas primeiras linhas colocá-lo de parte, mas, quando dei por mim, já o tinha lido em pouco mais de uma hora.
O relato da Joana explica tão bem por que muitas vezes os adolescentes entram no mundo da droga! Quase sempre através dos outros, ou pelo motivo da exclusão, ou para perceber o porquê.
Foca também a importância que a família tem na perceção deste e de outros problemas que os adolescentes atravessam. A importância de que os pais esteja atentos, disponíveis, que transmitam regras mas também, e igualmente importante, demonstrem afetos, tão importantes na formação dos jovens.
Esta história é infelizmente o retrato de muitas famílias, devido à correria com que se vive o dia a dia, quase sem tempo para que se reunam numa simples refeição familiar. Que estas histórias sirvam de alerta para que as famílias se reorganizem e determinem prioridades, porque mais importante que a carreira, são os filhos e a família.
Na contracapa deste livro está escrita uma mensagem do Padre Feytor Pinto e que resumidamente diz qual a intenção desta história. "Ao lermos A Lua de Joana, não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Este livro alerta-nos para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena...".
Sara Costa, 12.º B 

Esteja eu onde estiver, de Romana Petri


Pessoalmente, achei a obra bastante interessante, pelo facto de o enredo atravessar várias gerações e momentos que ficaram marcados na história de Portugal, como a Revolução dos Cravos, mas também pelas personagens extremamente bem descritas e caracterizadas.
Eu vejo este livro como uma homenagem a Lisboa e, principalmente, à maternidade e a todos os sacrifícios que esta exige. Nas palavras de Romana Petri, "isto não é a maternidade, é a epopeia da maternidade".
Ana Saltão, 12.º  B