quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A criança que não queria falar, de Torey Hayden

No geral, eu achei toda a história muito interessante e comovente, principalmente pelo facto de se tratar de uma história verídica. Ter acontecido na realidade despertou em mim um maior interesse pela obra e um maior entusiasmo na leitura.
Este tema, apesar de não ser muito relatado, é real e afeta muitas crianças. É bom saber que existem profissionais competentes que se entregam de corpo e alma aos seus alunos e conseguem transformar as suas vidas miseráveis em vidas melhores.
Um livro muito bom, que nos ajuda a estarmos atentos àqueles que nos rodeiam e que nos dá mais vontade de os ajudar, mesmo que pareçam uma causa perdida. Vale sempre a pena tentar, pois o que interessa é a intenção, e talvez os possamos ajudar mesmo com poucas palavras.
Para além disso, este livro é um exemplo de vida para qualquer pessoa, principalmente, por se centrar numa criança. É um livro com um enredo triste, mas com um final feliz.
Ana Nascimento, 12.º A

Maddie, a verdade da mentira, de Gonçalo Amaral


Aconselho vivamente a quem tiver interesse em perceber o decorrer de uma investigação mediática sobre o desaparecimento de uma criança. A obra constitui, não só uma ótima apresentação do caso, como uma boa descrição de todos os esforços da Polícia Judiciária portuguesa e da polícia estrangeira. São-nos esclarecidos todos os encobrimentos e muitos pormenores que não foram tornados públicos.
A parte mais interessante é a apresentação da tese de Gonçalo Amaral sobre o caso.
Com este livro tomamos consciência de como é difícil o trabalho da Polícia Judiciária e como é ainda mais dificultado quando se torna mediático.
Joana Pereira, 12.º A

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Apenas Miúdos, de Patti Smith


Apenas Miúdos é um comovente livro de memórias que acompanha a juventude, o enamoramento e o destino radical de dois ícones norte-americanos, Patti Smith e Robert Mapplethorpe, que, no início da sua vida em comum, trocaram noites ao relento e jantares de pão do dia anterior pela arte.
O livro desenha, também, o retrato da inquietude e da subversão cultural das décadas de 60 e 70 na América do século XX.
Ao longo de trezentas páginas vemos desfilar lugares míticos da cidade de Nova Iorque, o Hotel Chelsea - casa de pintores, cantores e outros artistas malditos - o Central Park - onde Patti Smith dormiu algumas noites - e a Quinta Avenida, dos cafés, das lojas e das livrarias.
Cruzamo-nos também com mil e um nomes que marcaram o mundo da arte, do jazz e do rock'n'roll , John Coltrane, Jimi Hendrix, Andy Warhol, Bob Dylan, Jim Morrison e Janis Joplin.
Aqui fica, para aguçar apetites de leitura, uma das imagens fortes do livro:
"Entrei no quarto. Sobre uma simples cama de ferro estava um rapaz a dormir. Era pálido e esguio, com imensos caracóis escuros, e estava deitado de peito ao léu com colares de contas em redor do pescoço. Fiquei ali especada. Ele abriu os olhos e sorriu."
S.N.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Chalet da Memória, de Tony Judt

O Chalet da Memória é a história (verdadeira) de um homem, melhor de um escritor, que se despede (e se desprende) cada noite do que tem de mais seu, a memória. Todas as noites, acorrentado a um corpo quase inerte, veste de palavras um tempo que a doença tornará irrecuperável.
Apesar de retratar a experiência particular de um escritor, todos nós, comuns mortais, conseguimos identificar-nos com a dor da perda de um bem precioso.
Neste sentido, a leitura de O Chalet da Memória torna-nos mais humanos porque, se por um lado, nos dá a ver uma situação-limite, por outro, conta-nos o que todos nós já sentimos ou viremos a sentir.
S.N.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ernest Hemingway, de Hans Peter Rodenberg

O semanário Expresso lançou mais uma edição da série "A Minha Vida Deu Um Livro". Trata-se de uma coleção de biografias de personalidades marcantes, cujo simpático formato de bolso convida a ler no comboio, no jardim, na sala de espera do consultório ou onde quer que o nosso dia a dia nos leve.
A personalidade que faz a capa do primeiro volume da nova série é um escritor norte-americano do século XX.
É verdade, em muitos casos, que a vida de um autor raramente é proporcional à excecionalidade da sua obra. Contudo, a biografia de Hemingway desmente a regra. A sensibilidade, a franqueza, a simplicidade e as inquietações do seu estilo encontramo-las também na sua vida.
Se os seus romances são o palco das aventuras de heróis boémios, solitários, bravos e galantes, a biografia também revela um Hemingway mulherengo, arrebatado e corajoso.
Quem gosta de heróis imperfeitos e vidas aventurosas, encontra-os neste livro.
S.N.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O tempo entre costuras, de María Dueñas

O tempo entre as costuras é, nas palavras de Fernando S. Dragó, "um romance como os de antigamente".
Trata-se de um bom companheiro para quem gosta de passear pelo passado, imaginando que percorre as ruelas de Tânger (mesmo estando sentado em Lisboa, frente ao Tejo, no Cais das Colunas) ou as grandes avenidas de Madrid durante a Guerra Civil (mesmo vivendo num Portugal em guerra económica).
Olhando para o título, é inevitável associar as linhas do texto aos pontos, pespontos e alinhavos que Sira, a modista que protagoniza esta história de amor, traição, espionagem e guerra, vai tecendo à medida que cresce, amadurece e se transforma aos nossos olhos ávidos de leitores.
Recomendo a quem gosta de histórias habilmente construídas e minuciosamente documentadas.
Ora vejam a frase de abertura e digam se não apetece descobrir a história:

"Uma máquina de escrever arruinou o meu destino."
S.N.