terça-feira, 24 de abril de 2012

A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzales


Este livro foi uma surpresa para mim, comecei a lê-lo com o receio de não gostar porque o tema é bastante pesado e poderia logo nas primeiras linhas colocá-lo de parte, mas, quando dei por mim, já o tinha lido em pouco mais de uma hora.
O relato da Joana explica tão bem por que muitas vezes os adolescentes entram no mundo da droga! Quase sempre através dos outros, ou pelo motivo da exclusão, ou para perceber o porquê.
Foca também a importância que a família tem na perceção deste e de outros problemas que os adolescentes atravessam. A importância de que os pais esteja atentos, disponíveis, que transmitam regras mas também, e igualmente importante, demonstrem afetos, tão importantes na formação dos jovens.
Esta história é infelizmente o retrato de muitas famílias, devido à correria com que se vive o dia a dia, quase sem tempo para que se reunam numa simples refeição familiar. Que estas histórias sirvam de alerta para que as famílias se reorganizem e determinem prioridades, porque mais importante que a carreira, são os filhos e a família.
Na contracapa deste livro está escrita uma mensagem do Padre Feytor Pinto e que resumidamente diz qual a intenção desta história. "Ao lermos A Lua de Joana, não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Este livro alerta-nos para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena...".
Sara Costa, 12.º B 

Esteja eu onde estiver, de Romana Petri


Pessoalmente, achei a obra bastante interessante, pelo facto de o enredo atravessar várias gerações e momentos que ficaram marcados na história de Portugal, como a Revolução dos Cravos, mas também pelas personagens extremamente bem descritas e caracterizadas.
Eu vejo este livro como uma homenagem a Lisboa e, principalmente, à maternidade e a todos os sacrifícios que esta exige. Nas palavras de Romana Petri, "isto não é a maternidade, é a epopeia da maternidade".
Ana Saltão, 12.º  B

O Código Da Vinci, de Dan Brown


Com a leitura deste texto pude conhecer melhor parte da história das obras de arte e o seu mistério. Também consegui encontrar algumas explicações que considero lógicas e com fundamento para alguns assuntos respeitantes à religião.
Gostei de ler este livro e confesso que me despertou muita curiosidade para ler as outras obras do autor, visto que Dan Brown se costuma focar em assuntos polémicos e faz muita pesquisa para tentar explicar certos temas. O conhecimento desses assuntos concede-nos um aumento de cultura geral e uma maior capacidade de entender determinados aspetos da História do mundo.
Carlos Cardoso, 12.º B

O Sétimo Herói, de João Aguiar


Eu penso que este livro nos faz pensar na nossa relação com os outros. Mundos diferentes, personagens de aspeto diverso, mas que se relacionam, estabelecem laços, convivem e se tornam amigos. Aceitar a diferença é essencial.
Também neste livro a luta entre o bem e o mal, entre a magia branca e a magia negra nos leva a refletir sobre o combate que todos temos de travar diariamente contra o que não nos parece correto. A força física, mas sobretudo as nossas capacidades intelectuais devem ser colocadas ao serviço do bem.
Por fim, mas não menos importante, uma mensagem de luta pela preservação do meio ambiente. Afinal, Mimi queria destruir espaços verdes, árvores, o meio ambiente, e é isso a que assistimos muitas vezes no nosso mundo, quando paraísos como a Amazónia são destruídos por "monstros" sem escrúpulos.
Um indivíduo tímido, "olhos duplos", intelectual, que parte à aventura com um exemplar de A Ilíada e outro de A Odisseia, pode tornar-se num herói.
Todos nós podemos ser heróis, de espírito aberto à aventura e sempre procurando lutar pelas causas justas.
João Sousa, 12.º B

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meia-noite no jardim do bem e do mal, de John Berendt

Pessoalmente, achei a obra bastante interessante e envolvente. Desde as descrições das personagens, das situações, da cidade, da vida, etc., até ao desfecho da história. Claro que o facto de se tratar de uma obra em que tudo isto é verídico desperta muito interesse, mas penso que mesmo que não o fosse teria sentido o mesmo grau de interesse e entrega.
Toda a narrativa e os diálogos dão-nos a conhecer a vida em Savannah, uma cidade que não conheço fisicamente, mas que parece que passei a conhecer psicologicamente.
É uma obra bem escrita e desenvolvida.
Ana Saltão, 12.º B

Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano

No meu ponto de vista, Eurico, o Presbítero é uma narrativa interessante apesar de o autor dar maior relevância ao contexto histórico do que ao próprio romance em que Eurico e Hermengarda se envolvem.
Contudo, a obra é bastante enriquecedora, pois dá a conhecer ao leitor um pouco mais de cultura, da história mundial, dos valores morais que cercam o ser humano e os conflitos que este causa, bem como os valores associados à Pátria, aos costumes e à religião.
Aconselho a leitura deste livro a pessoas que se interessem por história e pretendem enriquecer os seus conhecimentos.
Daniela Santos, 12.º B

A marca do assassino, de Daniel Silva

Achei muito interessante toda a história, principalmente, o modo como a realidade e a ficção se vão articulando no desenrolar da ação e, ainda, a riqueza da malha estabelecida entre os grandes acontecimentos e os pequenos pormenores que conduzem às grandes descobertas.
Considero fantástica a obra, pois está repleta de desconcertantes, estranhas, mas também reais coincidências. Tudo se passa quando o mundo inicia uma nova corrida às armas, justificando-a com a defesa da democracia e das liberdades individuais. Intrigas, jogos de interesse, assassinatos e mistério envolvem pessoas muito próximas do presidente e do poder que representa, o que acaba por assustar e cativar.
O que menos apreciei foi a abertura do final porque, apesar de surpreendente, o mal fica livre... Contudo isso acontece para que os leitores sintam a curiosidade de ler o livro seguinte.
Margarida Silva, 12.º B