terça-feira, 24 de abril de 2012

O Código Da Vinci, de Dan Brown


Com a leitura deste texto pude conhecer melhor parte da história das obras de arte e o seu mistério. Também consegui encontrar algumas explicações que considero lógicas e com fundamento para alguns assuntos respeitantes à religião.
Gostei de ler este livro e confesso que me despertou muita curiosidade para ler as outras obras do autor, visto que Dan Brown se costuma focar em assuntos polémicos e faz muita pesquisa para tentar explicar certos temas. O conhecimento desses assuntos concede-nos um aumento de cultura geral e uma maior capacidade de entender determinados aspetos da História do mundo.
Carlos Cardoso, 12.º B

O Sétimo Herói, de João Aguiar


Eu penso que este livro nos faz pensar na nossa relação com os outros. Mundos diferentes, personagens de aspeto diverso, mas que se relacionam, estabelecem laços, convivem e se tornam amigos. Aceitar a diferença é essencial.
Também neste livro a luta entre o bem e o mal, entre a magia branca e a magia negra nos leva a refletir sobre o combate que todos temos de travar diariamente contra o que não nos parece correto. A força física, mas sobretudo as nossas capacidades intelectuais devem ser colocadas ao serviço do bem.
Por fim, mas não menos importante, uma mensagem de luta pela preservação do meio ambiente. Afinal, Mimi queria destruir espaços verdes, árvores, o meio ambiente, e é isso a que assistimos muitas vezes no nosso mundo, quando paraísos como a Amazónia são destruídos por "monstros" sem escrúpulos.
Um indivíduo tímido, "olhos duplos", intelectual, que parte à aventura com um exemplar de A Ilíada e outro de A Odisseia, pode tornar-se num herói.
Todos nós podemos ser heróis, de espírito aberto à aventura e sempre procurando lutar pelas causas justas.
João Sousa, 12.º B

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meia-noite no jardim do bem e do mal, de John Berendt

Pessoalmente, achei a obra bastante interessante e envolvente. Desde as descrições das personagens, das situações, da cidade, da vida, etc., até ao desfecho da história. Claro que o facto de se tratar de uma obra em que tudo isto é verídico desperta muito interesse, mas penso que mesmo que não o fosse teria sentido o mesmo grau de interesse e entrega.
Toda a narrativa e os diálogos dão-nos a conhecer a vida em Savannah, uma cidade que não conheço fisicamente, mas que parece que passei a conhecer psicologicamente.
É uma obra bem escrita e desenvolvida.
Ana Saltão, 12.º B

Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano

No meu ponto de vista, Eurico, o Presbítero é uma narrativa interessante apesar de o autor dar maior relevância ao contexto histórico do que ao próprio romance em que Eurico e Hermengarda se envolvem.
Contudo, a obra é bastante enriquecedora, pois dá a conhecer ao leitor um pouco mais de cultura, da história mundial, dos valores morais que cercam o ser humano e os conflitos que este causa, bem como os valores associados à Pátria, aos costumes e à religião.
Aconselho a leitura deste livro a pessoas que se interessem por história e pretendem enriquecer os seus conhecimentos.
Daniela Santos, 12.º B

A marca do assassino, de Daniel Silva

Achei muito interessante toda a história, principalmente, o modo como a realidade e a ficção se vão articulando no desenrolar da ação e, ainda, a riqueza da malha estabelecida entre os grandes acontecimentos e os pequenos pormenores que conduzem às grandes descobertas.
Considero fantástica a obra, pois está repleta de desconcertantes, estranhas, mas também reais coincidências. Tudo se passa quando o mundo inicia uma nova corrida às armas, justificando-a com a defesa da democracia e das liberdades individuais. Intrigas, jogos de interesse, assassinatos e mistério envolvem pessoas muito próximas do presidente e do poder que representa, o que acaba por assustar e cativar.
O que menos apreciei foi a abertura do final porque, apesar de surpreendente, o mal fica livre... Contudo isso acontece para que os leitores sintam a curiosidade de ler o livro seguinte.
Margarida Silva, 12.º B

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Judia, de Edgarda Ferri

A Judia retrata de forma viva e perturbadora a figura histórica de Grazia Nasi, uma proeminente banqueira e mercadora, e a sociedade europeia do Renascimento.
A ação tem início na Lisboa de 1536. Reinava D. João III e entrava em Portugal a Inquisição, instituição católica responsável por inquéritos, processos e condenações de suspeitos de heresia. Ameaçados e perseguidos, milhares de judeus abandonam Lisboa e procuram abrigo e tolerância em Antuérpia, Veneza, Salónica e Istambul.
Ao longo de 190 páginas assistimos à comovente história da errância de um povo perseguido e torturado por motivos religiosos:
"Nesse domingo de abril, 500 marranos foram apanhados de surpresa nas suas cozinhas, nos pátios, nas hortas, na rua, e até nas igrejas cristãs onde tinham procurado refúgio. Os homens foram degolados, as crianças esquartejadas, as mulheres violadas, foram saqueadas e incendiadas as casas, os animais, as hortas, os jardins."
S.N.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cosmos, de Carl Sagan

Cosmos, que apesar de não ser uma publicação recente, continua a ser uma das obras mais lidas em todo o mundo, é, para quem gosta de ciência, uma "leitura obrigatória" e, mesmo quem não aprecia esta área, não terá qualquer dificuldade em lê-la, pois a linguagem é bastante acessível e o autor aborda assuntos complexos de forma simples e atrativa, embora a obra seja extensa.
Por outro lado, Cosmos não é um mero livro informativo sobre a história da Terra. Pelo contrário, não nos deixa indiferentes, e leva-nos a refletir sobre o nosso lugar e as nossas responsabilidades enquanto habitantes deste pequeno ponto no Universo. Neste sentido, destaco o último capítulo "Quem pode salvar a terra?", que termina com um apelo: "Devemos a nossa lealdade às espécies e ao nosso planeta. Somos nós que nos responsabilizamos pela Terra. Devemos a nossa obrigação de sobreviver não só a nós próprios, mas ao Cosmos, vasto e antigo, de onde despontámos." (p.393)
Carl Sagan foi um excelente comunicador de ciência que ficou conhecido por, neste livro e noutras publicações, ter tornado a ciência acessível ao grande público. Conhecendo melhor a longa história do Universo, é possível que o Homem o respeite mais.
João Bentes, 12.º A