terça-feira, 15 de março de 2011

Na pista de um rapto, de Harlan Coben

Esta história é um thriller cheio de suspense e o que mais cativa é que o autor nos leva a mudar, repetidamente, a nossa orientação de raciocínio. Primeiro parecia que o rapto era a consequência de um assalto que terminou mal, depois que se tratava de um rapto que acabou em homicídio e, no decorrrer da história, o autor cruza uma série de outras histórias que, à partida, parecem nada ter a ver com a situação de Tara, mas que passado um tempo começam a fazer algum sentido, para chegarmos ao fim e percebermos que o rapto foi a consequência de um conjunto de acções erradas que, supostamente, eram feitas pela razão certa.
Consegui ver em Mark aquilo que a maioria dos pais faria... A dedicação em encontrar a filha, fazendo o possível e o impossível para encontrar a menina. Algo que também despertou a minha atenção foi o final do livro, quando Mark e o casal que, entretanto, tinha ficado com Tara, decidiram criá-la em conjunto, para que ela não se tivesse que afastar daqueles a que agora chamava pais e para não a afastarem do verdadeiro pai.
É um livro que aconselho a todos.
Sara Costa, 11.º B

O Perfume, de Patrick Suskind


Gostei bastante da obra O Perfume pois trata-se de uma história completamente diferente daquelas que costumamos ler. É uma história estranha, entusiasmante, com um final surpreendente e que prende a atenção do leitor. As descrições apresentadas descrevem na perfeição os odores que pretendem transmitir.
É no geral um livro muito interessante, bastante distinto de todos os outros, que nos ensina vários aspectos acerca de cheiros e odores, e que nos faz compreender como o comportamento da sociedade e de todos os que nos rodeiam, nos consegue marcar, na medida em que Grenouille se compromete a criar um perfume único, para chamar a atenção e ser reconhecido pela sociedade. Por outro lado, Grenouille é também um ser que despreza os outros seres humanos, apenas interessando-se pelos odores do mundo e pela busca de um perfume absoluto, o qual seria o seu propósito de vida.
Para finalizar, considero a história tão intensa, envolvente e perturbadora, e o seu protagonista tão puramente e inocentemente descrito, que tomamos seu partido e nos esquecemos que ele, realmente, é um assassino.
Ana Saltão, 11.º B

O Mundo em que Vivi, de Ilse Losa

Na minha opinião foi bastante benéfica a leitura da obra em questão, pois proporcionou-me uma reflexão sobre o mundo de antigamente e posso, assim, compará-lo com a realidade em que vivemos.
Esta obra fez-me perceber o quão horríveis eram as condições de vida no tempo do apogeu Nazi e como as pessoas, ainda assim, eram ingénuas e esperançosas. Pude concluir que nos dias de hoje as situações não são nada parecidas e é um privilégio ter direito às condições e oportunidades de vida que nos são dadas ou oferecidas. Tais privilégios não existiam na época que o livro retrata e as personagens tinham que se esforçar para os conseguirem alcançar. Tudo o que hoje em dia não nos parece "nada de especial" (conseguir um emprego sem ser discriminada pelas origens) para as personagens deste livro certamente fariam uma grande diferença nas suas vidas.
Rute Azenha, 11.º B

O sorriso das estrelas, de Nicholas Sparks


O sorriso das estrelas é um livro que nos dá muitas lições de vida, nomeadamente, que "não vale a pena chorar sobre o leite derramado", apenas os momentos bons temos de recordar.
Neste livro é visível a força que uma mulher tem para conseguir seguir em frente, quando tudo o que lhe acontece não é um incentivo. Este livro não fala apenas de perdas, mas também de ganhos.
É um livro fascinante que nos ensina que podemos sempre recuperar das desilusões que sofremos e que podemos sempre lutar pela felicidade. Mostra-nos o quanto é importante pensar nos bons momentos para superar os maus, e que todos temos uma segunda oportunidade quer seja no amor, quer seja noutra situação.
É uma prova de que, quando menos se espera, as estrelas voltam a sorrir!
Daniela Santos, 11.º B

Os Ingredientes do Amor, de Nicky Pellegrino


Posso afirmar que Os Ingredientes do Amor é um romance muito simpático e interessante, no qual qualquer pessoa consegue encontrar alguma personagem idêntica a si própria. É uma leitura leve e que nos absorve pelo facto de contar histórias muito reais com as quais convivemos no dia-a-dia. Por outro lado, alerta-nos para uma situação muito curiosa que é o facto de os mais novos aprenderem muito com os mais velhos, mas também dos mais terem de aprender bastante com os mais novos. No fundo, esta obra é um cruzamento de gerações onde lições de vida são dadas a entender, por muito difíceis que sejam...
João Monteiro, 11.º B

A Tempestade, de Vince Cable

Nós, os jovens, vivemos um pouco afastados do mundo da Política e da Economia. No entanto, a crise que reina na Europa afectar-no-á certamente, por isso está na altura de começarmos a compreender o fenómeno que compromete o nosso futuro. Assim, decidi começar por este livro, que, de forma relativamente simples, procura apontar as razões para um fenómeno tão complexo.
Confesso que não foi uma leitura fácil, pois não domino convenientemente a linguagem da Economia. Palavras como subprime, activos tóxicos, vaga especulativa Kipper-und WIpperzeit, deflação... eram totalmente desconhecidas para mim e, umas ou outras, continuam a sê-lo, mas considero que fiz a minha iniciação ao mundo da Economia com a leitura do livro A Tempestade, que me permitiu ficar a conhecer alguns factos que estão na origem da crise mundial, bem como ficar a conhecer algumas das consequências que podem resultar da crise, que começou por ser económica e financeira, mas que se tornou também social.
João Bentes, 11.º A

Diário de Sofia & Companhia, de Luísa Ducla Soares

Neste livro estão presentes temas da actualidade que nos fazem reflectir sobre a maneira como encaramos a vida. Remete-nos também para assuntos de extrema importância e ajuda-nos ainda a compreender de um modo mais "adolescente" quais os seus efeitos na nossa vida.
Ao ler este livro sentimos que alguém nos compreende, algo que por vezes os adultos não conseguem, e revêmo-nos de certa forma em muitas das observações de Sofia.
Cláudia Marques, 11.º A