terça-feira, 15 de março de 2011

Diário de Sofia & Companhia, de Luísa Ducla Soares

Neste livro estão presentes temas da actualidade que nos fazem reflectir sobre a maneira como encaramos a vida. Remete-nos também para assuntos de extrema importância e ajuda-nos ainda a compreender de um modo mais "adolescente" quais os seus efeitos na nossa vida.
Ao ler este livro sentimos que alguém nos compreende, algo que por vezes os adultos não conseguem, e revêmo-nos de certa forma em muitas das observações de Sofia.
Cláudia Marques, 11.º A

Antes de te esquecer, de Melissa Hill

No início da história, Abby era uma rapariga triste, chorosa, que vivia no seu mundo, distanciada da sua família e amigos. Ao longo do livro deparei-me com o crescimento da personagem, o que se tornou agradável de ver porque Abby mudou completamente. Após um acidente, Abby deparou-se com um diagnóstico muito duro: não havia garantias de que ela pudesse manter todas as suas memórias. Poderia, simplesmente, perder todas as suas memórias a longo prazo. No entanto, Abby em vez de admitir a derrota, decidiu lutar contra a sua situação, determinando assim que as memórias poderiam ser mantidas se fossem marcantes e poderosas o bastante.
Um livro impressionante, que não consegui para de ler.
Através da história de Abby a autora faz-nos reflectir sobre as nossas prioridades. Sem darmos conta andamos sempre ocupados. Dedicamos todo o nosso tempo ao trabalho e "desligamo-nos" um pouco dos amigos e familiares. Depois, de um momento para o outro, a nossa vida muda e podemos querer recuperar esse tempo perdido e não o conseguir por ser tarde demais.
Um livro fantástico com um final surpreendente que me deixou maravilhada.
Ana Nascimento, 11.º A

quarta-feira, 9 de março de 2011

Don Juan, de Gonzalo Torrente Ballester

Dos mais jovens aos mais velhos já todos, algum dia, ouvimos falar do famoso sedutor andaluz Don Juan. E aposto que a mera menção do nome faz despertar alguns sorrisos malandros porque todos temos no nosso círculo de amigos ou conhecidos o nosso próprio Don Juan, um impenitente conquistador, sempre pronto a lançar os seus olhares fatais a mais uma rapariga bonita. A verdade é que só as personagens mais extraordinárias e "humanas" conseguem a proeza de ficar no nosso imaginário e sobreviver, sempre jovens, à passagem dos anos.
Também por essa razão podemos dizer que é longa a lista de artistas que tomaram Don Juan como fonte de inspiração para obras que vão da ópera à pintura, passando pela literatura.
Em matéria literária, gosto especialmente do Don Juan de Gonzalo Torrente Ballester, um herói inconformado, destemido, sempre pronto a enfrentar quem se atravessa no caminho das suas convicções, e, talvez mais importante, um verdadeiro admirador da Mulher (afinal quatro séculos de aventuras não podem deixar de conferir grandes conhecimentos acerca da alma feminina!).
Aqui fica, como convite à leitura, um excerto do romance:
"- Não há quem entenda as mulheres.
- Não digas asneiras.
- A máxima faz parte da minha filosofia pessoal. Acho que as mulheres são como as ondas do mar. Sabe-se, porventura, a causa do seu movimento? Alguém já averiguou porque é que o mar é imenso e misterioso? No entanto, banhamo-nos nele e às vezes conseguimos navegá-lo. Às mulheres acontece-lhes o mesmo: são imensas, misteriosas e móveis."
S.N.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Toque de Midas, de Colleen McCullough


O Toque de Midas conta a história de Alexander Kinross, um jovem escocês de parcos recursos financeiros, mas determinado em vencer na vida. Muito cedo troca a sua Escócia natal por esse grandioso país-continente, a Austrália. Aí constrói um império, casa com Elizabeth, uma tímida jovem de 16 anos, que nunca o amará e encontra Ruby, extrovertida e sensual, que virá a ser sua amante.
As histórias das vidas destas três personagens cruzam-se com as de outras figuras igualmente inesquecíveis e no final do livro, depois de muitas reviravoltas, somos surpreendidos com uma revelação espantosa e chocante.
S.N.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Livros Digitais


Para os leitores mais "tecnológicos", para os que trocam o papel pelo ecrã, para os que gostam de experiências novas, enfim, para quem gosta de ter num só clique grandes obras a custo zero aqui fica a sugestão de um sítio a visitar: http://lerebooks.wordpress.com

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Dez Mil Guitarras, de Catherine Clément


Há livros que nos conquistam, de forma fulminante e até talvez um pouco irracional, por aparências que, como todos sabemos, podem ser enganadoras (quantas vezes estas seduções imediatas não escondem decepções...).
O meu "caso" com este livro começou pelo título, Dez Mil Guitarras. Quando o li soou-me a poesia, a música, a pintura. Com todas estas artes misturadas, construí logo uma história fabulosa. Claro que não me ia deixar conquistar "ao primeiro título", precisava de provas. Abri na página 13 e li as últimas duas linhas... Fiquei rendida: "Quando o sol se ergueu sobre o campo de batalha, ficaram dez mil guitarras na areia, abandonadas em Alcácer-Quibir."
Recomendo a quem gosta de histórias fabulosas, cheias de descobertas, viagens, magias e encantamentos.
S.N.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os homens que odeiam as mulheres, de Stieg Larsson

Recomendaram-me, há largos meses, este estranho policial. Olhei para o título (no mínimo exótico), para a sombria fotografia da capa, para o aviso amarelo "10.ª edição", para o número de páginas impressas (539!) e deixei-o na estante da livraria.
Quem consegue, hoje, com as vidas tão cheias de pressa e os dias tão agitados, ler um livro de mais de cinco centenas de páginas?
Não sei bem como nem porquê, mas dei comigo há dias a contrariar esta primeira recusa. (Ah! Afinal lembro-me porquê. Uma amiga disse-me "Como eu gostava de ser como a Salander e resolver algumas vinganças tão eficazmente!"). A curiosidade venceu-me e li o livro quase de um só fôlego, madrugada dentro, esquecida de que às oito horas e quinze minutos teria que estar na aula, acordada e vigilante... Claro que nos dias seguintes, sob o efeito de uma poderosa insatisfação, devorei os restantes dois volumes da trilogia Millenium, A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo e A rainha no palácio das correntes de ar.
Recomendo, vivamente.
S.N.