quarta-feira, 17 de março de 2010

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: uma história de amor, de Jorge Amado

Gostei muito desta história e da sua moral.
Todos estavam contra este amor, pois uma andorinha e um gato não deveriam conviver um com o outro. A obra mostra que o mundo só será um sítio melhor quando as pessoas deixarem de ser preconceituosas, quando deixarem de julgar os outros porque são diferentes e porque tomam decisões que alguns acham erradas ou desacertadas. Segundo esta história, as "pessoas" mais diferentes podem gostar umas das outras, sem se julgarem mutuamente.

Sara Costa, 10.º B

O Segredo dos Médicis, de Michael White

A obra em causa é um texto literário, não um mero texto informativo. São evocados factos históricos que vão sendo combinados com acontecimentos actuais.
Achei bastante interessantes não só as histórias das personagens, do seu passado, dos seus sentimentos, como também a maneira engenhosa como as pistas vão sendo deixadas e o modo lógico e pedagógico como as personagens as descobrem.
Aconselho esta obra porque está bem escrita e é notável a forma como o autor explica cada momento, descreve cada situação e nos incorpora no passado daquela que foi a família mais poderosa de Florença.
Para mim, este livro foi um dos mais envolventes que li. Apesar de conter muita informação, de ser, por vezes, um pouco confuso e de requerer muita atenção, gostei bastante de perceber que, ao mesmo tempo que me envolvia na obra, estava a conhecer mais um pedaço da história renascentista, uma época que me fascina.

Margarida Silva, 10.º B

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eça Agora, Os Herdeiros de Os Maias

Os Maias de Eça de Queiroz retratam a sociedade portuguesa do final do século XIX. Família, política, religião, educação e cultura, nada escapa à prosa certeira e crítica de um autor imortalizado como um dos mestres da ironia.
Hoje, no início do século XXI, Alice Vieira, João Aguiar, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, Mário Zambujal e Rosa Lobato de Faria, prestam homenagem a Eça de Queiroz, revisitando a sua obra-prima num romance escrito "a catorze mãos", onde vemos desfilar muitas das personagens herdeiras dos Maias.
S.N.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Explicações de Português, de Miguel Esteves Cardoso

Este livro de Miguel Esteves Cardoso é uma aula de Português, divertida e surpreendente. O professor domina a matéria, faz-nos perguntas inconvenientes ("por que é que os Portugueses, já que têm livros na mesa-de-cabeceira, nunca os lêem quando acordam?") e ensina-nos a gostar das palavras, até das mais estranhas.
Sabem o que é um "lusofone", o "Acordo Tortográfico" ou o "brutoguês"?
Venham descobrir nas Explicações de Português.
S.N.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Inquietude, de William Boyd



Em 1939, vésperas da Segunda Guerra Mundial, Eva Delectorskaya, uma jovem russa, é recrutada pelos Serviços Secretos Britânicos. Rapidamente se transforma na espia quase perfeita, capaz de mascarar o que sente e de enganar os mais perigosos inimigos.
Finda a guerra, Eva muda de identidade, volta a Inglaterra e completa a sua última missão com a ajuda da filha.
Para quem gosta de uma história de espionagem bem contada, de diálogos rápidos e irónicos, recomenda-se esta obra de William Boyd, premiada em 2006 com o Costa Award.
S.N.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nocturno, de Cristina Carvalho



No ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de Fryderyk Chopin, Cristina Carvalho presta-lhe homenagem num romance escrito como se fosse a partitura de um concerto para piano.
Nocturno é uma história de amores felizes e sofridos, de paixões intensas e de sombrias intrigas.

Para ler numa tarde de chuva, com uma chávena de chocolate quente (como tanto gostava Chopin)...
S.N.

O velho que lia romances de amor, de Luis Sepúlveda



Num lugar distante da Amazónia vive Antonio José Bolívar Proaño, um homem simples, rude e pobre. Do convívio com os índios shuar retira ensinamentos sobre as leis da selva e seus indecifráveis caminhos, sobre os animais que a habitam e sobre a caça. O velho homem não sabia escrever, mas lia, devagar, saboreando cada sílaba, cada palavra, e, inesperadamente, encontra nos romances de amor que lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín companhia para as solitárias noites.
Vale a pena ler este "clássico" de prosa rápida e emocionante da literatura latino-americana.
S.N.