quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O velho que lia romances de amor, de Luis Sepúlveda



Num lugar distante da Amazónia vive Antonio José Bolívar Proaño, um homem simples, rude e pobre. Do convívio com os índios shuar retira ensinamentos sobre as leis da selva e seus indecifráveis caminhos, sobre os animais que a habitam e sobre a caça. O velho homem não sabia escrever, mas lia, devagar, saboreando cada sílaba, cada palavra, e, inesperadamente, encontra nos romances de amor que lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín companhia para as solitárias noites.
Vale a pena ler este "clássico" de prosa rápida e emocionante da literatura latino-americana.
S.N.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Outro Homem E Outras Histórias, de Bernhard Schlink

Como principia e morre o amor? É possível o amor vencer as diferenças, esquecer a traição, sobreviver à infidelidade? Bernhard Schlink oferece ao leitor sete comoventes histórias em que os protagonistas se confrontam com a força inefável de um sentimento sobre o qual tanto (e tão pouco) foi já dito.
S.N.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ética Para Um Jovem, de Fernando Savater



É uma agradável surpresa esta obra de Fernando Savater, um dos mais reputados pensadores espanhóis, cuja popularidade se estende ao mundo inteiro.
Não se trata de manual de ética, de um livro de receitas morais ou de um compêndio de filosofia para alunos do ensino secundário.
É um livro muito "pessoal e subjectivo", escrito em tom de conversa amena entre pai e filho. Cada capítulo é mais do que uma lição, é um exercício de humanidade, uma janela aberta para a liberdade de pensar e decidir.
Aqui fica, em jeito de convite à leitura, um pedacinho das palavras do autor:
"Escolhe o que te abre: aos outros, a novas experiências, a diferentes alegrias. Evita o que te encerra e te enterra."
S.N.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Histórias do Fim da Rua, de Mário Zambujal




Imagine uma cidade, dentro da cidade um bairro, dentro do bairro uma rua com tantos nomes que ninguém conseguiu decorar, e por isso se conformou, simplesmente, como a Rua de Trás. Quem lá mora? Sérgio e Nídia, um casal improvável, em busca do divórcio perfeito; o Ercílio da tabacaria, ex-futebolista desastrado; o Zé Viúvo, que se casou com a tia para lhe ficar com herança, mas que morreu meses depois do matrimónio; o Geraldo Bemposto, tocador de concertina, de bombo ou de tambor; o gato dos Ramires do talho, que torce os bigodes ao peixe por preferir torresmos e chouriço... E muitos mais são os castiços que dão cor à Rua de Trás.
Venha conhecê-los numa biblioteca perto de si.
S.N.

domingo, 14 de junho de 2009

A História Interminável, de Michael Ende


A História Interminável é uma singular fantasia épica com todos os requisitos do género: criaturas fantásticas, paisagens exóticas, florestas sombrias, encantamentos, rituais de cavalaria, espadas e amuletos, uma imperatriz Criança e tudo aquilo que possamos imaginar, visto que Fantasia é o próprio mundo da Imaginação.

Tudo começa quando Bastian descobre um estranho livro numa não menos estranha livraria e se sente subitamente compelido a roubá-lo como se algo de mágico o estivesse a arrastar para uma perigosa aventura. É sobretudo a história de um menino timido que descobre a sua coragem e força interior enquanto vive grandes aventuras num mundo de fantasia.

Uma obra que passou ao grande ecrã como um filme de culto.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Menino e o Cavalo, de Rupert Isaacson


Rupert Isaacson tinha sonhado o melhor para o filho, imaginava as brincadeiras, as conversas, os passeios… Depois de Rowan nascer, porém, começou a perceber que o seu sonho nunca se iria realizar. O menino não falava, não reagia, refugiava-se no seu mundo, fechado numa concha invisível. Era autista.O Menino e o Cavalo é a história real, extraordinária, de um pai que vai até aos confins do mundo para curar o filho. É a aventura de uma família única, que arrisca tudo, movida por uma fé inabalável. E que, nas distantes estepes da Mongólia, consegue finalmente o milagre de abrir a concha, e entrar no mundo misterioso de Rowan.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A LUA DE JOANA, de MARIA TERESA MAIA GONZALEZ




Ao lermos a A Lua de Joana não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que é realmente importante na vida. Porque este livro nos alerta para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena.

Pe. Vitor Feytor Pinto



Este livro pode ser considerado uma espécie de diário (apesar de não o ser) porque Joana escreve cartas para uma amiga que já morreu. Conta-lhe todos os acontecimentos do seu dia-a-dia. É interessante ver o desenrolar da vida desta personagem, como ela se transforma ao longo dos dias e dos anos.Apesar de tudo, este livro mostra-nos a realidade dos dias de hoje: o grande flagelo que a droga é para todos - para a família, para os amigos e para a própria pessoa que comete esse erro. Joana é também uma excelente aluna, reconhecida por todos e acarinhada pelos professores e amigos, mas a sua melhor amiga já não faz parte da escola, já não faz parte, da turma, nem partilha a sua mesa nas salas de aula.
No decorrer desta história Joana tenta agir com normalidade apoiando-se sempre na sua avó, sendo esta a sua única conselheira. Este livro age também como alerta aos pais desatentos. Os pais de Joana sentiam nela uma pessoa adulta responsável, logo pensavam que não tinham que se preocupar com ela. Também não eram propriamente presentes, o seu pai é um médico prestigiado, passa a vida fora em reuniões, visitas ao domicilio e raramente está presente , já a sua mãe é dona de um pronto-a-vestir, preocupadíssima com o seu outro filho, irmão de Joana, cuja relação era um tanto ou quanto critica.

Uma história bem real.