domingo, 18 de janeiro de 2009

Catarina de Bragança, o novo romance de Isabel Stilwell



Depois de Filipa de Lencastre, a Rainha que Mudou Portugal, Isabel Stilwell traz-nos um novo e apaixonante romance sobre a vida da única portuguesa que subiu ao trono de Inglaterra. Pela sua mão somos levados numa viagem pela corte portuguesa do sec. XVII, durante o conturbado periodo da Restauração e pelo reinado do controverso Charles II de Inglaterra.

Sinopse
Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudades da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de o conhecer.
Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não conseguiu cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. Se ao menos não o amasse tanto!, pensava nas noites mais longas e tristes...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Medo, de Jeff Abbott

Sinopse
Miles Kendrick está no Programa de Protecção de Testemunhas para se esconder da Máfia. Mas nenhum programa o protege de ser atormentado pela morte do amigo. Com a ajuda da psiquiatra Allison Vance, Miles tenta agarrar-se ao que lhe resta da sua lucidez para recordar os acontecimentos daquela noite trágica.Depois de um ataque bombista ao seu escritório, Allison morre e Miles vê-se apanhado numa conspiração mortal que se repercute muito para além dos seus piores pesadelos. Perseguido por um ex-detective do FBI, mas apoiado por um ex-soldado e uma mulher reclusa na sua própria casa, Miles tem pela frente uma batalha para recuperar a sua vida – ou para simplesmente se manter vivo.
Comentário
Conheço poucos escritores que consigam interceptar uma boa história com um suspense arrebatador e um ritmo sem precedentes…o amigo Jeff está quase lá, pois tem evoluído bastante ao longo dos livros que teve a amabilidade de escrever, conseguindo cativar os sentimentos mais íntimos dos leitores e manipular a história de uma maneira inimaginável. Um bem-haja a este homem que ainda vai fazer correr rios de tinta (ou não…).
Neste seu livro, ele tenta despertar em nós, usando habilidosamente as suas personagens, um sentimento cortante e aflitivo, que também nos leva a momentos de coragem e determinação, estruturando e levando o enredo ao limite do imaginável. Através do conhecimento dos nossos medos mais profundos – gerados pelas partidas psicológicas de que as personagens são alvo – consegue gerar conflitos de interesses e intrigas entre eles de modo a que estes ultrapassem as suas dificuldades. Saliento ainda que a forma como as histórias das personagens se entrecruzam é bastante criativa, misturando sentimentos e paixões com a inevitável tragédia em que todos se encontram. Outro bem-haja ao homem que já deve ter as orelhas vermelhas.
MEDO é um livro que até é giro e que, parecendo que não, tem todas estas coisas que se podem resumir de 430 páginas lidas. Agora na parte das ideias soltas, aproveito para referir que este livrinho andou a bisbilhotar em organizações mafiosas, tem aqui cenas puxadinhas (e quando digo puxadinhas é…é cenas de interesse elevado), possui personagens que sofrem de stress pós-traumático (acho que é um sinónimo para “malucas”) e um final extremamente comovente (eu tirei uma foto a mim próprio, porque me encontrava a chorar).
Espero que passem nem que seja uma vista de olhos e não vão logo direitos ao final, porque podem não ter lenços à mão e assoarem-se às mangas é bastante…duvidoso.

Pedro Oliveira, 11ºA

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Regresso, de Victoria Hislop


Nas ruas calcetadas de Granada ecoam música e segredos. Sónia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola.
Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país, e no coração de Granada a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A vida num sopro, o último romance de José Rodrigues dos Santos

Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo. Portugal anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
Com A Vida num Sopro, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Um belo poema para começar o ano!


Recomeça...


Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.


E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Uma Homenagem à Língua Portuguesa


A VIAGEM DO ELEFANTE, de José Saramago

Estamos em 1551 e D. João III quer agradar a Maximiliano da Áustria, casado com uma filha do Imperador Carlos V. Oferece-lhe então um elefante indiano, como presente de casamento tardio mas original. Um gesto político numa época de cisões religiosas, em que o paquiderme simboliza o esplendor lusitano.
Esta é a odisseia do elefante Salomão e da sua atribulada travessia pela Europa. Um olhar sobre a humanidade, em que o sarcasmo se conjuga sabiamente com a compaixão pelas fraquezas humanas.

" Se A Viagem for o último, dá-me uma grande satisfação. Porque não sendo um testamento, é, além do mais, uma homenagem à Língua Portuguesa."
José Saramago in Jornal de Letras

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A Voz do Coração, de Rosa Lobato de Faria


Apesar do consumismo, o Natal continua a ser uma das alturas mais felizes do ano . Ler livros e contar histórias há muito que já entrou nos hábitos de várias famílias, nesta quadra tão especial.
O novo livro de Contos de Natal de Rosa Lobato de Faria, intitulado “A Voz do Coração”, tema de um dos contos, certamente que fará as delícias de miúdos e graúdos. As ilustrações, assinadas por Rita Antunes, estão muito bem conseguidas. E os contos da conhecida escritora também são uma delícia. Simples ao máximo, mas é nesse simplicidade que nos revemos! Tocou-me especialmente o conto em que o desejo de Natal era apenas : “que o meu pai saísse às 17h30”. Não seríamos todos mais felizes se conseguíssemos chegar a casa a horas de brincar com os nossos filhos? Esta é mais uma sugestão de leitura e presente de Natal! Afinal não podemos deixar morrer a ideia romântica da lareira acesa e de uma criança sentada num colo a ouvir contar uma história.