quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sugestões de Leituras Natalícias


Literatura Infanto-Juvenil

Sonhos de Natal, de António Mota

Contos de Um Mundo Com Esperança, de Isabel Alçada, Matilde Rosa Araújo, José Jorge Letria, Margarida Fonseca Santos, Ana Maria Magalhães e Luísa Ducla Soares

Contos de Natal, de Charles Dickens

Ninguém dá prendas ao Pai Natal, de Ana Saldanha

A Voz do Coração, de Rosa Lobato Faria

Contos de Andersen, de Hans Christian Andersen

Hoje é Natal, de José Vaz

Natal! Natal!, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

A Noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner Andresen

O Bando dos Quatro – Um Estranho Natal, de João Aguiar

O Mistério do Natal, de Jostein Gaarder

Se o que procura é uma antologia de contos ou poemas relacionados com o Natal, sugerimos-lhe os seguintes títulos:

Gloria in Excelsis –Histórias Portuguesas de Natal, antologia de Vasco Graça Moura

Natal…Natais – oito séculos de poesia sobre o Natal, antologia de Vasco Graça Moura

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Os Pássaros de Seda - um excerto



"Lembro-me de lhe ter dito, Pareces um cisne e ela respondeu a limpar a boca às costas da mão, Sou um cisne. Sou o cisne da história do tio Zebra, aquele que parecia um intruso no meio das aves do lago, um patinho feio cheio de sonhos à espera que lhe caíssem aquelas penas pardas e baças, curioso de saber o que estaria por debaixo. Ainda tenho muitas penas baças, disse ela e sentou-se na borda da mesa de madeira grossa com o pucarinho na mão, arredondou a anca ao inclinar-se para analisar os próprios tornozelos, sem perceber a minha perturbação deslumbrada. Não te vejo nenhuma pena baça, disse eu à falta de melhor, o que eu queria dizer-lhe era Amo-te, desejo-te, morro de cada vez que me olhas, as tuas mãos macias como asas de pena doce despertam em mim o som de mil cordas de violino, ou é o rumor branco do meu sangue a soluçar."


Excerto de Os Pássaros de Seda de Rosa Lobato de Faria

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cinco Semanas num Balão, de Júlio Verne


Cinco Semanas num Balão, de Júlio Verne. Sem sombra de dúvidas um clássico intemporal que consegue encantar por meio de aventurosas e corajosas palavras toda a sorte de leitores, não-leitores e meio-leitores. Penso que a acção e o risco nos trazem memórias dos tempos que nunca foram, fazendo-nos regredir até épocas em que o instinto era a nossa única arma; partir à descoberta de tudo ou nada…desafiar o que ninguém desafiou, apenas porque quero provar o valor da minha existência…sentir-me vivo…É tudo isto que faz alguém gostar desta obra.
Sim, é possível que uma obra de meados do século XIX possa despertar uma pessoa, tanto pelo seu ritmo acelerado como pelo seu conteúdo grandioso e emocionante, digno de ser relido. O tema da história é a viagem do Dr. Ferguson, criador do balão de hidrogénio e aventureiro de longa data, já conhecido pelas suas grandes expedições e aventuras extremas, que parte com a intenção de atravessar o continente africano de balão, desde a costa oriental até à costa ocidental, acompanhado pelo seu criado Joe e o seu grande amigo, o escocês Dick Kennedy. A equipa parte de Zanzibar, uma ilha situada na costa oriental de África e, tentando manter uma rota mais ou menos paralela à linha do equador, pretendem chegar ao Senegal, na costa ocidental. O que acontecerá a este trio?
Se pretende desfolhar algo furiosamente, este livro é uma boa aposta. Se pretende aprender um pouco sobre balões, este livro é um excelente manual. Se pretende viajar sem sair de casa, criar mentalmente as paisagens de África ou as perigosas tribos africanas, este livro é um bom catálogo de uma ainda melhor agência de viagens. Se pretende ler o livro em busca de “divertimento”, eu nem digo nada…
Está ao vosso critério.
Pedro Oliveira, 11ºA

domingo, 23 de novembro de 2008

Os Pássaros de Seda



Se existem lugares intemporais, que sobrevivem como templos inalteráveis e indestrutíveis, um deles é a Pedra Moura, que abrigou, por entre os pastos verdes e ventos secos, Diamantina e Mário. Diamantina foi a rapariga mais pura e bela que alguma vez aquela terra viu crescer. Tinha mais brilho que um diamante, era dotada como ninguém nas suas mãos de fada e no seu espírito imperturbável e astuto. Foi criada com Mário, que sempre considerou um irmão de alma, de apertos, um símbolo sempre presente, inquebrável, ao qual se segurava. No entanto, Mário, como tantos outros, sucumbiu àquela criatura que parecia ter vindo dos céus, amando-a cada dia, com um amor que sabia esperar, sofrer. Sabendo que Diamantina nunca olharia para ele senão com olhos de irmã, viveu toda a sua vida contentando-se em estar por perto, em ter uma esperança que sabia infrutífera, mas por Diamantina tudo valia a pena. Das mãos dela saíam os mais belos pássaros de seda bordados em colchas, que tinham o dom de deixar boquiabertos quem quer que os visse. Estas colchas tornaram-se famosas e Diamantina deu-se a conhecer ao mundo através delas. Depois de uma infância na Pedra Moura, a ouvir as histórias do tio Zebra e a apreciar os diversos manjares da mãe Margarida, seguiram-se tempos conturbados, que fazem parte do crescimento e aprendizagem de Diamantina e de Mário, mas que não deixaram de ser cruéis. Mário escreve então, antes de morrer, um livro que conta as suas memórias, que não são mais do que as memórias de Diamantina, pois toda a sua vida foi dedicada a ela. E assim a Pedra Moura, onde todos os sonhos começaram e acabaram, continuará para sempre um símbolo do que, em tempos, pareceu perfeito, nem que seja nas páginas escritas por Mário.


Este é o resumo de Os Pássaros de Seda, de Rosa Lobato Faria. O romance que será discutido e comentado no próximo Chá com Livros, no dia 17 de Dezembro, às 14H30, na Biblioteca Escolar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Perfume - história de um assassino



A história acontece no ano de 1738 em Paris e narra a vida de Jean-Baptiste Grenouille que nasceu a 17 de Julho. Esta personagem possui um óptimo olfacto, que o leva a cometer vários assassinatos tentando obter o perfume perfeito.
Nesta época (séc. XVIII) existiam fedores inimagináveis em PARIS. Jean-Baptiste Grenouille nasceu num mercado de peixe, a sua mãe só queria que este morresse, tal como tinha acontecido aos outros quatro filhos.
Grenouille sobreviveu, e sua mãe foi condenada à morte por enforcamento pelo infanticídio dos outros quatro filhos.
Jean-Baptiste foi cuidado por amas até ser levado para um convento. Sem cheiro, e com um olfacto único, causou problemas a quem cuidou dele.
Quando fez 8 anos de idade, foi colocado para trabalhar como aprendiz numa indústria de curtumes, para onde só iam crianças órfãs, porque eram utilizados químicos perigosos. Ficou neste local até aos 12 anos de idade, sem ter contacto com o exterior. Até que lhe é dada ordem para sair e, desta forma comete o seu 1º crime -assassina uma bela jovem e retira-lhe o odor corporal.
Depois, decide aprender mais sobre perfumes e começa a trabalhar numa perfumaria, que acaba por ganhar prestígio com os perfumes de Grenouille. No total, Grenouille comete 26 assassinatos de mulheres (sempre as mais belas e sempre virgens) para fazer o perfume perfeito. Para recolher os odores corporais, utilizava sempre a mesma técnica: rapava-lhes o cabelo, tirava-lhes a roupa e passava-lhes com um pano impregnado de gordura animal por todo o corpo. No entanto, foi apanhado pela polícia no último assassínio, mas já tinha cumprido o seu objectivo: possuía agora a essência de 26 mulheres, e tinha conseguido realizar o perfume desejado, o perfume sublime e perfeito.
É condenado à morte pela guilhotina na praça pública.
Quando chega o dia de execução, ao chegar à praça, abre o frasco do perfume, e todas as pessoas que se encontravam ali são levadas pela loucura, ao ponto de o verem como um anjo. E todos se despem e fazem amor uns com os outros.
Após algum tempo, Grenouille foge.
Assim, chega à sua terra natal, onde encontra uns sem-abrigo e decide despejar todo o frasco do perfume sobre si próprio. Os sem-abrigo sentem uma sensação mais forte do que as pessoas da praça, e Grenouille é, finalmente, comido vivo.
Os sem abrigo, no final, sentem que, por fim, fizeram algo por amor. Sentem-se satisfeitos.
E assim termina esta história deveras arrepiante e perturbadora. Trata-se de um livro que faz apelo a todos os nossos sentidos, mas particularmente ao do olfacto. Através do olfacto, somos conduzidos aos cheiros nauseabundos que povoavam a Paris do Século XVIII e , em muitos momentos, sentimo-nos deveras repugnados! O livro é mestre na arte da descrição, na arte de criar ambientes que envolvem o leitor, que o prendem, que o asfixiam numa atmosfera muito característica. A figura de Grenouille não nos deixa indiferentes - é uma personagem que ora nos provoca piedade ora desperta em nós sentimentos mais negativos.
Um livro a não perder!

Andreia Coelho, 10ºC


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Rosa, minha irmã Rosa


Mariana, filha única, tem dez anos quando Rosa nasce. Agora vai partilhar tudo com a irmã: o quarto, o tempo dos pais, o afecto da família — incluindo a Avó Elisa que desconfia do progresso, e a Tia Magda, que tem um dente de ouro, uma fala que mete medo e só gosta de estrelícias e antúrios. Mas pelo menos a recordação da Avó Lídia e a amizade de Rita ela não quer dividir com mais ninguém. Será que Rosa vai continuar a ser «uma intrusa»?
Leia o livro e encontre a resposta. Rosa, minha irmã Rosa, de Alice Vieira, será o alvo do nosso próximo Chá com Livros. Dia 19 de Novembro, pelas 14H30, marcamos encontro na Biblioteca Escolar e seremos cúmplices de Mariana...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aquele livro especial...




A meu ver, a leitura é muito importante para todos, desde os mais novos aos mais velhos. Um livro pode trazer-nos algo que procuramos, como, por exemplo, harmonia, tranquilidade, paz de espírito... Pode até responder-nos a perguntas que nos inquietam ao longo da vida.
Existem sempre livros que retratam um pouco de cada um de nós e quando um leitor encontra o "seu livro", ao ler as suas páginas, mergulha na história, podendo assim reflectir sobre a sua vida. Sempre que um leitor necessitar de respostas, poderá encontrá-las relendo o "seu livro".
Eu, por exemplo, identifico-me bastante com o livro A Lua de Joana, e sempre que algo de mau ou até mesmo de bom me acontece, releio aquele livro. Ele ajuda-me a encontrar a razão para "aquilo" estar a acontecer. Tal como isto acontece comigo, acredito que cada pessoa, sempre que precisar, deverá reler o "seu livro".
Um livro é um amigo, pois ouve-nos, percebe-nos e responde-nos sem nos julgar, humilhar ou maltratar. A leitura é, e sempre será, um bem essencial para todos aqueles que acreditam que existe aquele livro especial.
Catarina Grilo, 10ºA