domingo, 12 de outubro de 2008

ACONTECEU COMIGO


Não sou grande fã de livros juvenis. É algo que não me atrai muito… Mas também não são aqueles livros escritos em português do século XVI que me cativam!
Eu gosto de livros que falem sobre a vida real, sobre problemas reais, de pessoas reais. É certo que também aprecio histórias com personagens fictícias, mas que tenham problemas reais, e não problemas surrealistas que, na nossa vida real, seriam impossíveis de resolver!
Um dos livros que mais me marcou até hoje foi o livro Aconteceu Comigo. Trata-se de uma compilação de vários relatos de jovens que tiveram de enfrentar várias dificuldades, como a violação, a anorexia, a homossexualidade, problemas familiares, entre outros. Li este livro porque, na altura, estava a escrever uma peça de teatro, e precisava de alguma inspiração para cumprir o meu objectivo: escrever sobre problemas reais, de jovens reais, e o livro em questão revelou-se uma ajuda preciosa, ao mostrar-me os verdadeiros obstáculos com que os jovens podem deparar-se.


Jessica Lage, 10ºC



quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ELIZABETH, A IDADE DO OURO





O livro Elizabeth, A Idade de Ouro é um romance, de Tasha Alexander, que remonta a um período de guerras religiosas.
Em Inglaterra, reina uma rainha protestante que luta contra os católicos Espanhóis, sendo o seu principal inimigo, o Rei Filipe. A corte relembra frequentemente à rainha que deveria casar-se e deixar descendência, o povo chega mesmo a apresentar-lhe uma petição a exigir-lhe que case.
Entretanto, Isabel era alvo de conspiração por parte de Maria I (Maria é a ex-rainha da Escócia e prima de Isabel I). Depois de vários ataques à rainha, por parte de Maria I, os conselheiros pedem-lhe para mandar executar Maria I. Porém, Isabel não concorda de imediato, pois lembra-se do que aconteceu à mãe, Ana Bolena, que morreu executada antes de Isabel completar três anos. Ana Bolena tinha sido acusada de adultério.
Isabel apaixona-se por Walter Raleigh, o capitão de um galeão que procura novos territórios para futuras colónias inglesas e que acaba por atracar em Inglaterra. Inicia-se, assim, uma parte do romance, recheada de emoções, sentimentos, ilusões e desilusões…
Raleigh, à medida que se apaixona por Isabel, também se apaixona por Bess, uma rapariga extremamente bonita, e, além disso, a aia preferida da rainha. Raleigh e Bess começam a encontrar-se às escondidas, pois sabem que para uma aia ser cortejada , é necessária a autorização da rainha e ambos sabem que Isabel nunca irá concedê-la, pois também ela ama Raleigh. Ainda assim, Isabel consente que Raleigh e Bess namorisquem, tendo como última finalidade fazer com que Raleigh esteja próximo de si. Entretanto, são encontrados papéis com nomes de portos ingleses que haviam sido atacados por Espanha, tendo este plano de invasão ficado designado por “ A missão de Inglaterra” e sendo Maria I o centro da conspiração.
Os Espanhóis querem o povo de novo nas igrejas, pois Filipe não quer ser governante de hereges.
Raleigh é nomeado capitão da Guarda pessoal da rainha, o que o impede de partir. Maria é executada, depois de se provar o seu envolvimento no atentado à rainha. Gera-se uma guerra entre as forças religiosas dos dois países.
Isabel junta-se ao seu exército em Tilbury para incentivar as suas tropas. É um momento deveras emocionante, que mostra a grande força e determinação que esta rainha impôs.
Raleigh também participa na guerra, pois é um marinheiro hábil, um combatente experiente e alguém capaz de motivar o exército Inglês.
A frota e o exército regressam a casa! A Inglaterra acaba por vencer Espanha. Isabel é aclamada e conquista definitivamente o seu povo.
Trata-se de um livro que cativa desde o primeiro instante, pela forma dinâmica, envolvente, até empolgante, como está escrito. Ao mesmo tempo que aprendemos sobre um período de ouro da História de Inglaterra, acompanhamos a par e passo uma história de amor que acaba por ser posta em causa, quando o destino de uma grande nação toma dianteira.

Elisabete Prudêncio, 11ºC

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Casa das Bengalas de António Mota



Foi uma agradável surpresa, porque o livro é muito interessante. Não é um livro de aventuras, de suspense, de cenas irreais, fantásticas como eu estava à espera. Contudo, é um livro que reúne todos os ingredientes. É um livro com uma linguagem simples, é realista, fala de um problema actual (os idosos), tem cenas divertidas, lida com emoções, faz-nos reflectir e, ao mesmo tempo, transmite-nos sentimentos de amor, de nostalgia (...), egoísmo(...)

Este livro é muito profundo, na sua essência. As descrições são de tal maneira perfeitas que, se eu fechar os olhos, consigo visualizar as várias personagens. A sensibilidade do escritor é tão grande, que penso que, o problema aqui retratado, deve ser bastante familiar ao autor.

Agradeço muito ao escritor António Mota por me ter enriquecido como pessoa e me ter provocado emoções de vária natureza. Este foi o primeiro de muitos outros livros que pretendo ler deste grande escritor.


3º Prémio do Concurso Literário António Mota


João Amaro da Fonseca e Castro Domingues
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A Casa das Bengalas, de António Mota, é um livro pequeno mas grande que nos faz reflectir sobre algo que, segundo a ordem normal da vida, é inevitável – a VELHICE – a decadência física, a dependência, o amanhã e o – agora para onde vou?
Em A Casa das Bengalas “revivemos” os nossos queridos avós e bisavós, o drama de quem fica com quem, de quem toma conta, de quem limpa, de quem perde o fim-de-semana para ouvir repetidas, recontadas e “repisadas” histórias de há quinhentos anos.
Não é “lamechas”, não! No entanto, não deixamos de recordar com saudade, com ternura, e mesmo com uma lágrima envergonhada ou “desavergonhada”, aquele ou aquela amigo/a incondicional dos nossos momentos mais felizes e menos felizes. Aquele/a que nos trazia amorosamente ao colo ou às costas, a fazer deste ou daquele animal; que escondia deliciosas gulodices naquele sítio tão secreto e tão pouco secreto que “refingíamos” descobrir mal chegávamos para a visita mensal.
Que saudades daquele tempo em que chegava a casa e dizia – avô, hoje aprendi o sete! ou – repara, avó, como sei dançar em pontas; um dia quero ser bailarina!
Não é esta a história, não será esta a sinopse do livro, mas é isto que lá está, é isto que eu “vejo” e que, mais tarde, quando passarem, alguns anos, tu também verás!

C. M.

sábado, 13 de setembro de 2008

Livro da Minha Vida



Todos nós já passámos pela experiência de abrir um livro, começar a ler e não conseguir parar até o terminar. Este livro prendeu a nossa atenção, influenciou-nos de alguma forma. Talvez tenha sido o autor, a história em si ou as situações descritas com as quais nos identificámos porque nos fizeram rever a nossa experiência pessoal, acordaram os nossos sonhos ou lembraram os nossos medos… Esse livro marcou-nos de forma especial.
Lançamos aqui um desafio. Partilha connosco a tua experiência de leitura e diz-nos qual o livro da tua vida e porquê.

Viajando nos Livros...

Este blogue pretende incentivar a escola a desenvolver uma cultura integrada de leitura, envolvendo toda a comunidade escolar. Destina-se a alunos, professores, encarregados de educação, auxiliares da acção educativa, pessoal administrativo… É fundamental a participação de todos para que este blogue se mantenha vivo, pois só assim se justifica a sua existência.
Mensalmente seleccionaremos um livro. Lê-o e partilha a tua experiência como leitor. A tua palavra conta e ajuda a promover a leitura.

Livro do mês de Outubro: A Casa das Bengalas de António Mota